Relato de um sobrevivente da cadeira de Cultura Religiosa

Ontem tive uma prova de religião, isso mesmo. Três conteúdos: Judaísmo, Cristianismo e Reforma da Igreja. Escolher dois deles e dizer o que era cada um dos temas ali enumerados pelo professor. Só tenho uma coisa a dizer a respeito dessa prova: estúpida, em todos os sentidos que tal palavra possa possuir (nossa, como “possa possuir” soou estranho o.o). Cheguei na aula pouco antes do professor, já tinha bastante gente (levando em consideração dias de aula normal), perguntei a minha colega por qual motivo não tinha me enviado por e-mail o trabalho (sendo que passei a ela dois endereços distintos, sendo que ela disse ter enviado, mas não recebi nada, e a outra componente ainda (que “carinhosamente” me chama de Pokémon ¬¬” (pelo simples fato de  eu ser um Otaku assumido)) me cobrando minha conclusão, enfim, fiquei sem o nome no trabalho, fuck off. Eu realmente não entendo meu professor, dizendo que as provas seriam individuais, porém com consulta ao material que cada um tivesse (logo imaginei que talvez estivesse fodido, já que, eu tinha apenas o livro, que de nada me adiantava, ele não era muito direto e eu matei muita aula e nas aulas que compareci, sequer saco de copiar a matéria eu tive), mas como estavámos sentados em duplas, a consulta ao colega foi inevitável. Chato pelo fato de eu abominar religião (e achar um absurso uma cadeira dessas num curso superior) e ser um tanto quanto exaustiva esta prova. Quem estava ao meu lado era justamente uma das pessoas mais ridículas que conheci este semestre na faculdade, um abobado metido a malandro (que se entitula “Zezé”) e que parece gostar de ostentar que tem dinheiro e se sentir superior aos outros, o tipo de pessoa fútil. É realmente incrível como assuntos que não me despertam o menor interesse fazem com que eu mal consiga pesquisar sobre. Dando algumas lidas naquele livro, tudo que eu queria era um “Ctrl + F” para achar mais rapidamente o assunto. Conclusões: é mais uma cadeira pra extorquir o dinheiro do aluno (entenda-se R$150,00 multiplicados por seis, que é o tempo do semestre, um total em torno dos R$900,00), uma tentativa (frustrada) da universidade de “catequizar” os alunos, ou algum tipo de convencimento da “beleza da religião luterana”. As aulas eram (e vão continuar a ser) uma encheção de lingüiça, filmes bíblicos, pouca interatividade e um professor com “mania de ser engraçado”, sem sucesso. Colegas estranhos, poucos com quem desenvolvi um nível saudável de conversa, outros, sequer contato tive. Uma coisa é certa: Ficar das 19h15min as 22h30min (mesmo sendo uma vez por semana) assistindo uma aula que de nada irá acrescer ao final do curso, depois de ter trabalhado o dia todo não é nada bom, e, pude perceber que a desmotivação não era apenas minha, podia-se perceber isso nos meus colegas e na boa vontade do professor em leciona.

3 Respostas to “Relato de um sobrevivente da cadeira de Cultura Religiosa”

  1. olha só que legal, por motivos diferentes abordamos o mesmo assunto. bom, religião do ponto de vista historico pode ser uma coisa bem interessante, infelizmente ela é mais explorada para doutrinar que ensinar.
    ahh link voce lá tb.

  2. Eu tenho uma opinião bem parecida com a do Junior, acho um assunto muito interessante dependendo do ponto de vista e a finalidade com que se aborda o tema. O grande problema está mesmo em como isto é feito e usado…

    (O que é que você estuda?)

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