A Saga da Confecção da Carteira de Identidade

Como eu já tinha dito aqui, semana que vem estarei viajando a São Paulo, em virtude disso, tinha que fazer uma segunda via  da minha Carteira de Identidade, que eu não tinha feito desde quando fui assaltado no ano passado, mas isso não vem ao caso. Sabia eu de antemão que, na 1ª DP de Cachoeirinha (cidade vizinha a minha) eu poderia confeccionar a mesma e, em três dias úteis, estaria com a Identidade em mãos, perfeito, sem contar a taxa que eu tive que pagar no dia anterior, cerca de R$32. Meu dia começou cedo, levantei às 06h45min, para poder garantir lugar na fila e garantir uma das 20 fichas (isso mesmo, apenas VINTE). Cheguei ao local pelas 07h15min, já tinha uma quantidade consíderável de pessoas esperando pelo horário de atendimento, -que começa às 08h30min, diga-se de passagem-. Na fila, pude observar algo que eu tenho por hábito e curiosidade: o comportamento humano; pessoas extremamente distintas umas das outras, que as que relacionavam-se entre si conversavam coisas diversas, enquanto eu, apenas as observava. Desde os três ou quatro homens no começo da fila que ainda discutiam sobre a Copa do Mundo (até quando isso?! já chega. . .) e o resultado da Seleção até uma distinta Senhora (que deveria ter no máximo os seus 50 anos) que acompanhava a neta que conversavam com um casal de namorados (aliás, que belo casal de feios, diga-se de passagem :)). Passei o tempo todo em pé, com dores nas costas, por horas que pareciam se arrastar, até abrir a Delegacia, onde só fui sentar depois do portador da primeira ficha ser chamado, que, depois de sentado e (um pouco) sossegado, pude tirar os ‘fones’ do bolso interno da jaqueta e ouvir alguma coisa enquanto esperava. E, que espera, enquanto esperava, tinha uma menininha de uns três ou quatro anos que parecia (tenho quase certeza) Síndrome de Down, tá beleza, se não fosse pelo fato da moleca ter tirado minha carteira do bolso da minha jaqueta, que, peguei a mesma e guardei a criança me olhava com uma cara que mais parecia um demôniozinho em miniatura, com as sobrancelhas e testa franzidos e murmurava (ou grunhia mesmo) pra mim, moleca estranha😦. Ao entrar na sala, tudo foi rápido, sequer fui consultado se era segunda via ou não, dizer endereço e trâmites padrão, pintar os dedos com aquela coisa estranha que não é tinta de carimbo mas sai de uma forma que parece mágica (:P) das mãos quando em contato com um detergente que tem por lá mesmo. Resultado: Quarta feira que vem, tenho que buscar o documento, quem sabe mais um martírio, ou não, levando em consideração que o mesmo já vai estar pronto. Conclusões:  não tenho dúvidas (aliás, nunca tive) de que esse país é extremamente burocrático, pagar taxa para a confecção de um documento indispensável, pagar para confecção de CPF (que, cedo ou tarde, vai arrancar dinheiro para o Leão), pagar pela segunda via do Certificado de Reservista (outra coisa que, é obrigatória, felizmente, isso só afeta os homens, mulheres “são dispensadas” dessa preocupação / chateação), paga para a emitir a Carteira de Trabalho sem ela, como provar os anos de contribuição a União? paga para emitir o Passaporte, sem ele, nada de viagens internacionais, e, por ironia (ou não) o único documento isento de taxas e, que pode-se ir embora com ele em mãos é o (como bem se sabe) Título de Eleitor. É como eu digo, as coisas nesse país funcionam (de forma convincente) de acordo com as conveniências do governo ou com “o que é dito na televisão”, um país hipócrita e pobre de espírito, onde a população é facilmente manipulada e queima neurônios com coisas que não são de relevância nenhuma em suas medíocres vidas (vide a Copa do Mundo) ou senão, ficam palpitando a respeito da vida alheia que em nada vai mudar, Ricardo Mansur vai continuar sendo um cara feio mas que já teve com ele algumas das mais belas mulheres do país, dando estímulo a tal estupidez comprando revistas cujo mote são falatórios a respeito da vida alheia. Ou seja, enquanto esse país medíocre continuar medíocre e a população continuar concordando em ser boneco dessa máquina de deformar gente (também conhecida como mídia) nada vai mudar, as coisas irão continuar a mesma merda de sempre.    

Meu agradecimento essa semana fica ao Junior, que lembrou do meu espaço e me incluiu nos Trackbacks da semana😉 Vale a passada e o comentário lá na Frigideira.

Uma resposta to “A Saga da Confecção da Carteira de Identidade”

  1. caramba, adorei o post. que saga heim? rsss
    assim, nunca tinha pensado no lance do titulo de eleitor ser gratuito. merece quandes reflexões. além de ele ser gratuito, ainda garante as dentaduras e sapatos em alguns lugares do país.
    em tempo, não me acradeça amigão, e seja sempre bem vindo. eu to sempre por aqui. final de semana dos bãos pra você.

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